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Renascimento
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em Ultimos Sonetos (1905).
Texto com ortografia atualizada disponível em Renascimento (grafia atualizada).



A Alma não fica inteiramente morta!
Vagas Resurreições do sentimento
Abrem já, de vagar, porta por porta,
Os palacios reaes do Encantamento!

       5Morrer! Findar! Desfallecer! que importa
Para o secréto e fundo movimento
Que a alma transporta, sublimisa e exhórta
Ao grande Bem do grande Pensamento!


Chammas novas e bellas vão raiando,
       10Vão se accendendo os limpidos altares
E as almas vão sorrindo e vão orando...

E pela curva dos longinquos ares
Eil-as que vem, como o imprevisto bando
Dos albatrózes dos estranhos mares...