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Sob a copa frondosa e recurvada
por Luís da Gama

Sob a copa frondosa e recurvada
De enorme gameleira, Secular,
Sentado numa ufa a se embalar
Estava certa moça enamorada.

Eis que rola dos ramos inflamada
Tremenda jararaca a sibilar;
Fica a jovem na corda, sem parar,
Como a Ninfa de amor eletrizada!

Anjo Bento! exclamaram os circunstantes;
— Foge a cobra de horrenda catadura,
Os olhos revolvendo coruscantes.

Mas a bela moçoila com frescura
Num sorriso acrescenta — é das amantes
Nem das serpes temer a picadura.