Na rua Augusta, em Santa Catarina,
A cama em cima duns pranchões de pinho,
Aí nasci, foi aí o humilde ninho
De uma criatura mórbida e franzina.
 
Nos fundos de uma loja pequenina,
O lençol branco a arder na luz do linho,
Da minha mãe, da minha mãe divina
Tive o primeiro tépido carinho.
 
Meu pai foi sempre a honra em forma humana,
Tinha a virtude máscula e romana,
Não era austero só, era feroz.
 
Trabalhava incessante, noite e dia,
Como um leão seu antro defendia,
E era uma pomba para todos nós...