Como a chamma que sóbe e que se apaga,
Sóbem as vidas a espiral do Inferno:
O desespero é como o fogo eterno
Que o campo quiéto em convulsões alaga ...

5Tudo é veneno, tudo cardo e praga!
E as almas que tem sede Ile phalérno
Bebem apenas o licor moderno
Do tédio pessimista que as esmaga.


Mas a Caveira vem se approximando,
10Vem exótica e núa, vem dansando,
No estrambotismo lugubre vem vindo.

E tudo acaba então no horror insano —
— Desespero do Inferno e tédio humano­ —
Quando, d'esguelha, a Morte surge rindo...