Allan Kardec (Bezerra de Menezes)

Allan Kardec
por Bezerra de Menezes
Poema escrito em 1887.


Descem freqüentemente do céu estrelas
Luminosas, que rompem as trevas, em
Que jaz sepultada a humanidade terrestre.

Tu foste um destes luzeiros, a quem coube
A excelsa missão de compendiar o divino ensino,
Complementar da revelação messiânica.

Tua palavra não caiu em terreno estéril;
Pois que de todos os ângulos do mundo surgem,
Florescentes, os brotos da árvore que plantaste.

Rega – a com teus alentados fluidos, porque
Não lhe sugam a seiva os espíritos das trevas.

Que as gerações presentes e futuras sigam ovantes,
O rastro de luz, que deixaste para ensino da senda do
Infinito.