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Ao estrídulo solene dos bravos! das platéias

Ao estrídulo solene dos bravos! das platéias
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em O Livro DerradeiroJulieta dos Santos


— Os Trópicos pulando as palmas batem...
Em pé nas ondas — O Equador dá vivas!...


Ao estrídulo solene dos bravos! das platéias,
Prossegues altaneira, oh! ídolo da arte!...
— O sol pára o curso p'ra bem de admirar-te
— O sol, o grande sol, o misto das idéias.

A velha natureza escreve-te odisséias...
A estrela, a nívea concha, o arbusto... em toda a parte
Retumba a doce orquestra que ousa proclamar-te
Assombro do ideal, em duplas melopéias!

Perpassam vagos sons na harpa do mistério
Lá, quando no proscênio te ergues imperando
— Oh! Íbis magistral do mundo azul — sidério!

Então da imensidade, audaz vem reboando
De palmas o tufão, veloz, febril, aéreo
Que cai dentro das almas e as vai arrebatando!...