Deodoro da Fonseca (número único)/Coluna 1/Página 2/Deodoro

DEODORO

E' cedo ainda para emittirmos um juízo sobre a individualidade historica do marechal Deodoro.

Para os monarchistas será por muito tempo o carrasco do Imperador.

Para os Republicanos sinceros, de coração o bravo general será sempre um benemerito da Patria.

O seu tumulo, a sua memoria será porém objevto para especulações por parte d'aqueles que mais o comprometteram em vida e a quem elle deveu os dissabores e as ingratidões dos que o depozeram.

No entretanto para os seus amigos, para a sua familia, a saudade velará dia e noite o somno algido do pai extremoso e do companheiro querido, do camarada leal e honrado.

E esta será sublime recompensa do muito que bem mereceu a alma impolluta do grande cidadão.

Para à Historia que já mais foi Madastra o Marechal Deodoro entrará como um bravo guerreiro, como cidadão honrado, como um funccionario dedicado, como um Patriota benemerito.

E quando tiver desapparecido, por qualquer accidente, do seio da humanidade a Patria brazileira, a historia apontará aos povos absorvos a Epopêa gigantesca de 15 de Novembro, o grande poema esscripto com a espada do guerreiro, em tres cantos de gloria :

LIBERDADE, IGUALDADE E PATRIA

Othelo de Lima.


Esta obra entrou em domínio público no contexto da Lei 5988/1973, Art. 42, que esteve vigente até junho de 1998.


Caso seja uma obra publicada pela primeira vez entre 1929 e 1977 certamente não estará em domínio público nos Estados Unidos da América.