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Livro de uma Sogra por Aluísio Azevedo
Capítulo XVII


Foi uma bela inspiração ter feito Leandro entrar para o comércio. Entrou com o pé direito. A casa a que ele se reuniu começou, com o novo capital, a prosperar de um modo admirável. Tornou-se rapidamente conhecido na praça e conquistou logo bonito crédito. A sua atividade e a sua inteligência, aliás comuns, encontraram bom campo para exercitar-se, sem o menor prejuízo do seu sistema nervoso.

Agora, já não lamentava eu que ele não fosse oficial de marinha. Reformara todo o meu julgamento a esse respeito, por deduções que exporei mais adiante.

Ao contrário do que sucederia se Leandro fosse meu filho e não meu genro, alegrava-me com ser ele simples negociante e não notável artista, o afamado escritor, ou vulto ilustre na ciência. No exclusivismo do meu amor de mãe, teria até um grande desgosto se o marido de minha filha se revelasse, de um dia para outro, homem de talento singular e começasse a ser aclamado pelo público. Deus me livre! — seria uma desgraça!

Nem falar nisso é bom! o homem de talento não pertence à família, pertence à multidão, pertence à sua pátria, pertence ao mundo, pertence ao século; que sei eu? pertence ao diabo, pertence a tudo, a tudo, menos à pobre mulher com quem caiu na perniciosa asneira de casar. Além do que, o constante esforço encefálico, para conceber e produzir grandes obras de arte, traz fatalmente consigo o precoce esgotamento nervoso; o que, suponho, não preciso dizer que é de suma importância na felicidade conjugal.

Se eu fosse homem, sacrificaria de bom grado boa parte de minha força nervosa pela glória de ser um grande escritor, ou grande artista, ou um grande sábio; se eu tivesse filho daria prontamente, nem só minha saúde, mas a vida, se em troca de tal sacrifício alcançasse ele aquela glória; mas o que eu tinha não era um filho, era uma filha; logo precisava de um "bom genro", de um bom marido para ela; e queria pois que esse meu genro fosse talhado pelas conveniências particulares de sua mulher e não pelas conveniências gerais de qualquer homem.

Parece absurdo, mas não é. Absurdo é o protesto que alguns artistas fazem contra as competentes sogras, porque estas, na vigilância de seu amor materno, se revoltam em guerra aberta contra o absorvente egoísmo do talento deles e contra a absorvedoura preocupação das suas glórias individuais, cônscias de que nisso reside o terrível inimigo da felicidade doméstica da filha.

Não é raro ouvirem-se deles exclamações desta ordem:

"Vejam o que é ser sogra! A minha já me declarou, face a face, que preferia fosse eu um homem vulgar, mas — bom marido — a ser quem sou, causando à filha, apesar do meu nome e do meu talento, as contrariedades de que ela se queixa! Já particularizou até com toda a franqueza que preferia para genro um taverneiro estúpido, porém exemplar como esposo, a mim ou ao mais ilustre artista do universo!"

Decerto! Elas têm toda a razão. Não compreendem esses senhores sonhadores de glória que a sogra, assim praticando, está perfeitamente dentro do seu programa de mãe amorosa, ao passo que eles, contraindo casamento, traíram o programa do seu ideal artístico, aceitando um novo ideal incompatível com o primeiro. É impossível viver de corpo e alma para a arte e para a glória e viver ao mesmo tempo para a família! Desses dois ideais um triunfará em sacrifício do outro. Há uma coisa pior do que ficar eternamente solteiro — é casar, sem sentir aptidão para ser um bom chefe de família.

"Quem não pode com o tempo não inventa modas" diz a sabedoria do povo.

A boa sogra, ou, por outra, a boa mãe, quer que seu genro seja um bom marido de sua filha e nada mais. Não é o talento, nem são as glórias dele que a interessam, mas é só a felicidade dela. Para isso a boa mãe ou a boa sogra procura agradar o genro, fazer-lhe as vontades, não contrariá-lo, adulá-lo até, levar-lhe a papinha à cama; mas não por ele próprio, e sim porque tudo isso se traduz em benefício da filha.

Leandro, pois, ao meu ver, nada por si só representava; valia muito, porém, desde que eu o julgasse como auxiliar indispensável à felicidade de Palmira. Por conseguinte, sob o ponto de vista do meu egoístico e extremoso amor materno, meu genro, quanto menos individualidade intelectual tivesse, tanto melhor para mim, porque tanto mais seria ele absorvido pela esposa.

A um genro basta a inteligência apenas necessária para não ser ridículo e para não fazer maldades conjugais por estupidez. Na família, em que ele entra, e à qual fica adido, nunca poderá atingir no amor dos pais o primeiro plano, que este pertence aos filhos. É um auxiliar do amor, como certos artistas de ordem subalterna são os auxiliares dos artistas criadores, ou de primeira ordem. Um genro é para nossa filha o que o gravador é para o pintor original, de cujo quadro ele tira o seu desenho; o que o cantor é para o compositor musical; é o que o ator é para o autor; o que o executor de estátuas é para o estatuário que as concebeu; o que o mestre de obras é para o arquiteto, e o que o tradutor ou o compositor tipográfico é para o escritor. Do mesmo modo que o artista criador não pode dispensar o artista auxiliar, porque precisa dele para o desempenho da sua produção, assim, nós sogras, não podemos dispensar o genro. Não o desprezamos, ao contrário — tratamo-lo com todo o carinho; mas o seu papel em nosso amor e em nosso interesse, nunca será o primeiro e sim o segundo, porque o primeiro pertence à sua mulher, que é nossa filha.

O que uma boa sogra tem a pedir ao genro não é estima, nem carinho para ela; não é tampouco que tenha talento ou seja um grande homem, é pura e simplesmente que lhe faça a filha feliz. Se o genro fizer isto, a sogra nada mais tem a exigir dele, e há de ser boa por força de regra.

A sogra só e má quando a filha é infeliz com o marido, ou quando, o que é normal, não sinta amor de mãe.

Não! para esposo de minha filha não quereria nunca um gênio, nem algum herói glorioso, fosse ele lá de que espécie fosse; para meu genro queria simplesmente um homem — um bom marido.

Pois bem: o negociante, segundo o meu novo modo de julgar, é quem melhor preenche esse ideal.

Vejamos por quê:

O negociante, na comunhão do trabalho e da luta pela vida, representa apenas o cômodo papel de uma máquina de especulação movendo-se tão-somente pela avidez do lucro pecuniário. Para abraçar e exercer a sua carreira, ele não precisou pôr em contribuição as suas forças nervosas, estudando um curso difícil e fatigante; precisou nada mais do que exercitar-se materialmente na prática do comércio. O indivíduo, sem técnica ou habilitação para produzir qualquer trabalho, o indivíduo intelectualmente nulo, pode abraçar, de um dia para outro, a carreira comercial, e pode ser feliz. Não são raros os exemplos de negociantes ricos, considerados e poderosos, absolutamente analfabetos e rasos de inteligência.

A ignorância e a vulgaridade intelectual são até requisitos indispensáveis ao bom êxito dessa carreira, tanto quanto a ilustração e o talento são qualidades negativas, porque os escrúpulos, as suscetilidades, a fidalga e generosa linha moral de um espírito superior e cultivado, representam sérios impedimentos para o pronto alcance de sucesso na vida comercial.

E, se descermos à análise do mercador de baixa escala, esse que por aí se chama "negociante a retalho", então poderemos dizer que o homem de negócio é o que menos se gasta nervosamente no atrito do esforço comum, o único que nada produz absolutamente, o único por conseguinte que não trabalha, e no entanto o que mais ganha e acumula dinheiro. Esses formam uma classe especial, e especial é o prisma por que tudo vêem. Até a sua suposta honradez é singular: Não pagar, por exemplo, uma conta ao dia e à hora certa, é para um negociante o ato mais desonesto que se pode cometer, mas furtar no custo de qualquer objeto vendido, ou enganar o comprador, impingindo gato por lebre, isso é simplesmente fazer bom negócio.

E tanto assim é que, esse mesmo traficante, que leva a iludir ao próximo todos os dias, a toda hora, a todo o instante, quando encontra um mais velhaco, caso raro, que por sua vez consiga enganá-lo, comprando-lhe qualquer objeto a crédito e não pagando no prazo ajustado, revolta-se furioso e quer brigar, em vez de, por coerência e por honra aos seus princípios, atirar-se-lhe nos braços, exclamando: "Ora até que afinal, entre tantos tolos, encontro um esperto dos meus! Sejamos amigos!"

A honra do negociante é diferente da honra dos outros homens. O militar, por exemplo, que não solver uma letra no dia do vencimento, não fica por isso desonrado, como não fica desonrado o negociante que levar um par de bofetadas; mas, se invertermos os casos, tão desonrado fica um como o outro. Isto quer dizer que a chamada honra do negociante não reside, como a de toda a gente honesta, na consciência do respeito a si mesmo e na imputabilidade pessoal, mas no crédito abstrato da sua firma ou da sua casa de comércio; por isso que ele, mesmo sem levar bofetadas, mas cometendo toda a sorte de baixezas, enganando, mentindo, adulando o freguês para lesá-lo, continuará a ser um "homem honrado", desde que pague em dia as suas contas.

O mais interessante, porém, é que a sociedade brasileira, nem só lhe dá acesso, como ainda o coloca no primeiro plano da sua primeira camada, emprestando-lhe, como para justificar-se desse erro, aos olhos dos que não são traficantes comerciais, o título das duas qualidades que ele menos possui: — trabalhador e honrado.

Honrado trabalhador! Mas trabalho quer dizer técnica e quer dizer produção; e o negociante não produz e só tem uma ciência — a de enganar o incauto consumidor, para apanhar-lhe, como as cocotes, o dinheiro que puder. E eu, cá por mim, nesta questão de exploração e gatunagem, prefiro, com franqueza, e acho menos nocivo e mais sincero, o gatuno que rouba o relógio ao transeunte ou arrebata um queijo da porta do sucio, porque esse é castigado pelo seu próprio aviltamento e arrisca a liberdade quando furta; ao passo que o outro a nada se expõe e, em vez de castigo correcional, recebe em prêmio da sua próspera ganância todas as honras e todas as considerações da nossa melhor sociedade.

Ninguém será capaz de apresentar-me o exemplo de um taverneiro que não furte ou não tenha furtado; no entanto os proprietários prediais, desta aristocrática cidade, preferem, para a indispensável garantia dos aluguéis das suas casas, a qualquer outra firma, a firma de um vendeiro.

Isto tudo para explicar que eu, quando falo da conveniência de ser o marido negociante, não quero dizer que desejaria para esposo de minha filha um taverneiro ou coisa que o valha; mas um desses homens de ação e de atividade, que conseguem fazer da inteligente especulação do capital ou do crédito um bom e rendoso meio de vida e de riqueza. Em abono da classe em geral, afirmarei que esses são incapazes de pequenos furtos e jamais sujam as mãos no cobre alheio, porque só tocam em ouro, e ouro não suja, como eles dizem, ainda mesmo que não seja o nosso. São homens limpos, afáveis, em geral de boas maneiras, vivos, penetrantes muita vez inteligentes. A um conheci eu, muito polido e galante, que conseguia casar com o seu hebraico e frio entusiasmo pelo rei dos metais certo calor de imaginação poética. Esse dizia, sorrindo de volúpia, que "o juro é o perfume do capital" e outras tantas coisas assim bonitas e inspiradas. Era um encanto ouvi-lo nos seus sonoros devaneios.

Na sua qualidade de mero especulador parasitário da produção científica, industrial, artística, literária ou agrícola, não passando nunca de ávido intermediário entre o produtor e o consumidor, o negociante não se esgota nervosamente, sem todavia deixar-se ficar em completa ociosidade, tão enervante e perniciosa como o excesso de trabalho intelectual; e por isso deve ser um excelente procriador. A mulher tem sempre a lucrar fisiologicamente todas as vezes que o marido, em vez de trabalhos intelectuais, execute serviços materiais. O espírito perde, mas o animal aproveita. E a felicidade doméstica, a despeito de tirar da imaginação o segredo de manter o entusiasmo do amor, baseia-se menos no espírito que na matéria.

Não se supunha que, por ser material a vida do comércio, sejam materialistas os negociantes e sejam incapazes das ilusões do amor. Não! o fato justamente do positivismo forçado da sua profissão, leva-os, por uma simples lei de contrastes, a buscar nas coisas idealizáveis o necessário repouso do pensamento. Os artistas, os filósofos e os poetas, esses sim, é que, fazendo do ideal matéria de trabalho e cabedal de ofício, precisam ser materialistas nas horas de descanso.

O poeta, quanto mais sublime e elevado for na sua obra, tanto mais prosaico e terrestre será na vida privada; ao passo que o burguês do comércio depois de deixar o estúpido serviço, começa a viver para a fantasia e para o coração.

O poeta sonha quando trabalha e animaliza-se para descansar. O comerciante trabalha como animal e repousa com o sonho. Aquele precisa deixar folgar o cérebro com a vida do corpo, e o outro dá folga ao corpo com a vida do pensamento.

É por isso que todo homem de vida material detesta, em questões de arte, o naturalismo e a verdade, encontre-os na estatuária, na pintura, no romance ou no teatro, e adora o maravilhoso e o fantástico. São como as crianças.

O mercador do Brasil, quando não sonhe outras quimeras, com uma nunca deixar de sonhar — é a da comenda. E, mal a suponha realizada, começa a sonhar com o título de barão, e depois com o de visconde ou conde.

Ora, se o poeta, ou qualquer homem de talento só tem ilusões dentro do seu ideal artístico ou científico, ao contrário do que sucede ao homem de vida prática, e, se para a felicidade doméstica da mulher, é indispensável a ilusão do amor por parte do marido, segue-se para que este fim é preferível entre aqueles o segundo e não o primeiro. E, como nos diversos ramos da atividade material, o comércio leva grandes vantagens sobre todas as outras ocupações desse gênero, conclui-se que o negociante é quem melhor preenche o ideal do esposo.

— Então, a mulher só pode ser feliz casando-se com um negociante? perguntar-me-ão talvez.

— Não digo isso; mas, com efeito, nessa ordem de casamentos, é onde relativamente aparece menor número de desgraças conjugais.

Há porém um ponto desta questão que jamais foi atendido e que merece todavia ser estudado de perto, porque destrói em parte as vantagens do negociante como esposo. Vem a ser o seguinte:

O tipo do negociante em geral não é o de um homem fascinador. Além da falta de talento que o atirou para a vida material, faltam-lhe o hábito e as boas maneiras da gente fina; falta-lhe elegância, bom gosto; falta-lhe educação. Ora, sucede quase sempre que a gentil rapariga, ao passar das mãos dos seus parentes para os braços dele, entende fazer com isso um sacrifício à família, porque, de si para si, já tinha naturalmente criado na fantasia um ideal de noivo muito diferente do que lhe deram; quando já não o tenha escolhido real e palpável, mas em silêncio, entre os estudantes acadêmicos ou entre os poetas e artistas pobres.

O noivo adotado pela família é claro que será o prevalecente, e mais se o pai da moça for comendador.

Pois vejamos agora quais são as tristes conseqüências desse casamento, feito assim, só com a vontade do comendador pai e só com a vontade do futuro comendador genro. Admitamos, antes de mais nada, que a desposada é virtuosa e compreende perfeitamente os deveres do seu novo estado, o que a torna incapaz de trair o marido. É esta a melhor hipótese. Ainda assim, o que sucede?

Sucede que ela, desiludida por aquele casamento, que em nada veio realizar os seus sonhos de felicidade, resigna-se, mas sem fazer o menor empenho para tornar melhor e mais feliz do que a dela a vida do esposo. Não o desonra, mas também não lhe dá um só momento de verdadeira alegria e de verdadeiro amor. Ele, pelo seu lado, que esperava achar no matrimônio a realização de uma contínua felicidade, honesta e calma, fica por sua vez desiludido e desesperançado, e começa a ser desde então nada mais que um burro de carga daquela casa, que nunca foi o seu lar ou o seu ninho, pois que não se compreende ninho ou lar sem amor.

Vem o filho, e a desventura doméstica dos pais transforma-se então em novos elementos de desgraça para a geração inteira: A mãe, que até aí conservou intacto o cabedal de meiguice feminil com que veio ao mundo, põe-se a adorar o bebê e despeja-lhe de uma só vez, na terna moleira, todo esse inestimável tesouro de ternura, que ela trazia no coração para gastar durante toda a sua vida de mulher; o marido, por outro lado, não tendo tido também até aí com quem aproveitar o seu farnel de dedicação e de amor, porque encontrou a esposa sempre de peito fechado para recebê-lo, recorre ao filho, e começa a fazer dele o exclusivo objeto de todos os seus carinhos e exagerados desvelos. Se o pimpolho não desmedra e morre logo no berço, sufocado de beijos e abraços, qual será a conseqüência desse excesso de mimos? Será que a criança fica irremessivelmente estragada e perdida para todos os efeitos, fica malcriada, voluntariosa, insuportável de gênio; fica reduzida a um mimalho adulado pelo papá e pela mamã. E como o desvelo por ele foi até ao ponto de o não deixarem correr e brincar em liberdade, e como sempre o trouxeram afogado em ondas de rendas e de fitas, e de fraldas e cueiros; e como lhe não deixaram descansar o estômago das balas de açúcar e confeitos e bonecas meladas, fica ainda o desgraçadinho tão minguado de corpo como de espírito.

E que homem pode vir desse mimanso? O pai, comendador, destina-o para doutor, está claro! mas, à proporção que o filho for crescendo, os mimos vão aumentando, e o infeliz ir-se-á tornando pior, cada vez mais insuportável para os estranhos, e cada vez mais adulado pelo papá e pela mamã. Como até então ninguém o constrangeu ao menor esforço ou dever de trabalho, ninguém obterá também dele que consiga aprender alguma coisa; ficará condenado a ser um belo tolo; adquirirá vícios antes de ser homem; o seu curso acadêmico, se chegar à academia, o que é natural porque é fácil, será um curso de bebedeiras, de pândegas e de aprovações obtidas à custa do aviltamento de seu caráter, ou do caráter dos pais. E o mimalho acabará fatalmente por apresentar ao mundo mais uma espécie desses milhões de bacharéis inúteis, pretensiosos e tristes, incapazes da obra mais insignificante, mantendo-se à custa da família ou da herança até à velhice, e só vivendo para desorganizar o meio em que vegetam.

Eis por que o negociante nem sempre convém para marido de nossas filhas.

E eis por que, para sintetizar a escala geral da família brasileira feita pelos portugueses, formei este axioma:

Pais — comendadores; filhos — bacharéis; netos — mendigos.

Se outras razões não ocorressem para promover eu a todo o transe a conservação do amor sexual entre minha filha e meu genro, só o fato de que o contrário seria nocivo a meus netos, mereceria de mim todos os sacrifícios que àquela causa tenho até hoje dedicado.