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Os Mochos
por Charles Baudelaire, traduzido por Delfim Guimarães
Poema publicado em As Flores do Mal


Sob os feixos onde habitamn,
Os mochos formam em filas;
Fugindo as rubras pupilas,
Mudos e quietos, meditam.

E assim permanecerão
Até o Sol se ir deitar
No leito enorme do mar,
Sob um sombrio edredão.

Do seu exemplo, tirae
Proveitoso ensinamento:
— Fugí do mundo, evitae

O bulício e o movimento...
Quem atrás de sombras vae,
Só logra arrependimento!