ESPUMAS FLUCTUANTES
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Um padre atravessava os equadores,
Dizendo: «Genios!... sois os batedores
          Da matilha de Deus.»

Depois as solidões surprezas viam
Esses homens inermes, que surgiam
          Pela primeira vez.
E a onça recuando s′esgueirava
Julgando o crucifixo... alguma clava
          Invencível talvez!

O martyrio, o deserto, o cardo, o espinho.
A pedra, a serpe do sertão maninho,
          A fome, o frio, a dor;
Os insectos, os rios, as lianas,
Chuvas, miasmas, settas e savanas,
          Horror e mais horror...

Nada turbava aquellas frontes calmas.
Nada curvava aquellas grandes almas
          Voltadas p′ra amplidão...
No entanto elles só tinham na jornada
Por couraça — a sotaina esfarrapada...
          E uma cruz — por bordão.

Um dia a taba do Tupi selvagem
Tocava alarma... embaixo da folhagem
          Rangêra estranho pé...