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ESPUMAS FLUCTUANTES


Por palmas — o troar da artilharia!
Por feras — os canhões negros rugiam!
Por athletas — dons povos se batiam!
Enorme amphitheutro — era a amplidão!

Não! Não eram dous povos que abalavam
Naquelle instante o solo ensanguentado..
Era o porvir — em frente do passado,
A liberdade — em frente á escravidão.
Era a luctadas águias - e do abutre,
A revolta do pulso — contra os ferroa,
O pugilato da razão — com os erros,
O duelo da trova — e do clarão!...

No entanto a lucta recrescia indómita...
As bandeiras — como águias erriçadas
Se abysmavam com as azas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O archanjo do triumpho vacillava...
E a gloria desgrenhada acalentava
C) cadáver sangrento doa heróes!..

Mas quando a branca estrella matutina
Surgiu do espaço... o as brizas forasteiras