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ESPUMAS FLUCTUANTES


Traz segura sua espada

— Cometa, que ao cóo roubou!...

E olham os velhos rochedos
O Sena, que dorme além...
E a França, que entre a caligem
Dorme em sudário também...
E o mar pergunta espantado:

— Foi deveras desterrado
Bonaparte — meu irmão?... —
Diz o céo astros chorando:

— E Hugo?... — E o mundo pasmando
Diz: — Hugo... Napoleão!... —

Oomo vasta reticencia
Se estende o silencio após...
És muito pequena, ó França,
P′ra conter estes heróes...
Sim! que estes vultos augustos
Para o leito de Procustos
Muito grandes Deus traçou...
Basta os reis tremam de medo
Se a sombra de algum rochedo
Sobre elles se projectou!...

Dizem que, quando, alta noite,
Dorme a terra — e vela Deus,
As duas ilhas conversam