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ESPUMAS FLUCTUANTES


Porém, que importa, se ha fadários negros,
Frontes volladas do sepulcro ao chão,
Pedras colladas de um abysmo á beira,
Astros sem norte, de cruel clarào!?

<Juem mostra o trilho ao vi;ij(jr nas sombras?
Quem ergue o morlo que esfriou i.o pó?
(Juem diz á |)edra que não desia ao pego?
Quem segue a estrella desgraçada e só?

Xinguem! Na terra tudo vae... gravita
Lá para o ponto que lhe marca Deus.
Os raios lombam, as estrellas sobem!
Luctar com a sorte — é combater os céos!

Vae, pois, ó rosa, que em meu seio outrora
Acalentava a suspirar e a rir...
Deixas minh′alma como um chào deserto. ■ —
Vae, flor virente, mais além florir.

Vae, flor virente, no rumor das festas.
Entre esplendores, como o sol, viver;
Emquanto eu subo, tropeçando incerto,
Pelo patil/lo — (jue se diz soffrer!

Que resta ao triste, sem amor, sem crenças?
Seguir a sina... se occultar no chão...
— Mas (piando, estrella! pelo céo voares,
Lianha-nie a lousa de feral clarào.