ESPUMAS FLUCTUANTES
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O Genio é como Ahasverus... solitario
A marchar, a marchar no itinerario
          Sem termo do existir.
Invejado! a invejar os invejosos,
Vendo a sombra dos alamos frondosos...
E sempre a caminhar... sempre a seguir...

Pede uma mão de amigo — dão-lhe palmas;
Pede um beijo de amor — e as outras almas
          Fogem pasmas de si.
E o misero de gloria em gloria corre...
Mas quando a terra diz: — «Elle não morre»
Responde o desgraçado: — «Eu não vivi!...»

S. Paulo, Outubro de 1868.