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uma transfiguração que não sei de onde parte,, que não sei de onde vem, mas que me enclie a alma como de uma crença maior, como de um revigoramento de marés picantes, como de um largo e bello sopro natal de revivescências juvenis I

E quando levanto acaso religiosamente os meus olhos, no meio da candidez da solidãonocturna, para o azulado e magoado estrellejamento do céo e vejo o céo sumptuoso e mudo com. os seus astros, os meus olhos, felizes e gloriosos por te olharem. Noite, exilam-se cada vez mais na tua mudez, vivem cada vez mais do teu deslumbramento e do teu goso, inteiramente orphãos de todas as outras perspectivas, como doas príncipes hamléticos exilados para sempre n′uma sombria, mas ineííavelmente amoravel reç-ião de luto.

Quando um pezadello sinistro cavalga omeu dorso, me opprime o peito e os rins, tira-me a respiração — pezadello gerado do Nada que nos envolve a todos — atua fascinação astral é para mim um allivio supremo, a tua liberdade ampla é para mim larga emanação vital.

As tuas subtilesas me accórdam, os teus stradivarius me espiritualisam, os teus preciosos rhvthmos me afinam...

Ó Noite! inimiga irreconciliável dos que não te sabem enç-rinaldar com os lirios das suas