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HISTORIAS DE REIS E PRINCIPES

tando Flora em triumpho, tinha sido pintado por Chaplin.

O salão rose communicava com o salão azul, a que já tivemos occasião de referir-nos, e cujas paredes eram revestidas pelos retratos das mais bellas damas da côrte, symbolisando as grandes nações da Europa.

Era n'este salão que a imperatriz dava audiencia, destacando-se a sua gentil figura n'uma atmosphera de saphira, que fazia lembrar o firmamento, porque a luz passava através de stores de gaze azul, adaptados ás janellas.

Seguia-se ao salão azul o gabinete da imperatriz. Era ahi que a primeira dama da França lia, escrevia, colleccionava os papeis do imperador, rodeiada de todos os objectos queridos que podiam fallar-lhe ao coração, avivar-lhe uma memoria, despertar-lhe uma saudade.

Forrado de sêda mate, com largas bandas de um verde suave, a mobilia capitonada, as cortinas côr de purpura, as portas de acajú com ferragens de cobre dourado, tal era o gabinete particular, o aposento predilecto da imperatriz.

Sobre o panno principal da parede pendia o retrato do imperador, corpo inteiro, de casaca, pintado por Cabanel. Exactissimo de semelhança. Á esquerda do fogão, um retrato da duqueza d'Alba coberto de gaze ligeira, como sorrindo através de uma nuvem. Entre as janellas, o retrato da princeza Anna Murat, pintado por Winterhalter. E por toda a parte, aqui,