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adora a mãe! Não consentiria em separar-se dela, nem mo perdoaria, se o tentasse!

— Histórias!

— Além de que, sabes qual é hoje a minha posição na Praça do Rio de Janeiro; não é das piores! mas sabes também que só agora começo a colher o resultado de enormes sacrifícios feitos para obtê-la!... Pois bem, tudo o que sou, devo a minha sogra! O capital é dela! O crédito foi ela quem mo deu! Um rompimento seria a minha ruína completa!

— Oh, diabo!

— É o que te digo! Vê tu que posição a minha!

— Então, meu amigo, só te restam os extremos — resignação ou... suicídio!

Ele, ao que parece, resignou-se.

Um ano depois encontramo-nos em Paris.

— Olá! bradei-lhe. — Fugiste...