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— Antes de falar, minha senhora, no delicado objeto que aqui me traz... principiou Leandro, com a voz um pouco alterada, preciso da prévia garantia do seu perdão, sem o que não terei ânimo de cometer semelhante atrevimento...

Autorizei-o a que falasse e prometi a minha indulgência.

— Imagine, minha generosa senhora, continuou ele, imagine como devo tremer em sua presença... Juro-lhe que, se o meu amor não me merecesse todos os sacrifícios e não me tivesse roubado a razão, não cometeria eu a loucura, a temeridade, o crime talvez, que estou agora perpetrando...