se; o italiano era ágil e forte, e defendia-se com suma destreza; por duas vezes já, o punhal de Álvaro, roçando-lhe o pescoço, tinha cortado o talho de seu gibão de belbute.
De repente Loredano, fincando os pés, deu um pulo para trás, e ergueu a mão esquerda em sinal de trégua.
— Estais satisfeito? perguntou Álvaro.
— Não, sr. cavalheiro; mas penso que em vez de nós estarmos aqui a fatigar inutilmente, melhor seria tomarmos um meio mais expedito.
— Escolhei o que quiserdes, menos a espada; o mais me é indiferente.
— Outra coisa ainda: se nos batermos aqui, podemos incomodar-nos reciprocamente; porque pretendo matar-vos, e creio que o mesmo desejo tendes a meu respeito. Ora é preciso que desapareça o que ficar e o outro não leve um vestígio que o possa denunciar.
— Que quereis fazer neste caso?
— O rio está aqui perto, tendes a vossa clavina; colocar-nos-emos cada um sobre uma ponta do rochedo; aquele que cair morto ou simplesmente ferido, pertencerá ao rio e à cachoeira; não incomodará o outro.
— Tendes razão, é melhor assim; eu me envergonharia