Ouvindo a pergunta de seu pai, Cecília, que neste dia tinha sofrido tantas emoções diversas, lembrou-se do que se tratava.

— Como! sempre pretendeis mandá-lo embora! exclamou ela.

— É necessário; eu te disse.

— Sim; mas pensei que depois houvésseis resolvido o contrário.

— Impossível!

— Que mal faz ele aqui?

— Sabes quanto eu o estimo; quando digo que é impossível, deves crer-me.

— Não vos agasteis!...

— Assim não te opões?

Cecília calou-se.

— Se não queres absolutamente, não se fará; mas tua mãe sofrerá, e eu, porque lhe prometi.

— Não; a vossa palavra antes de tudo, meu pai.

Peri apareceu na porta da sala; uma vaga inquietação ressumbrava no seu rosto, quando viu-se no meio da família reunida.

A atitude era respeitosa, mas o seu porte tinha a altivez inata das organizações superiores; seus olhos grandes, negros e límpidos, percorreram