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sala, foi ter com o marido e comunicou-lhe que o Zé Carlos queria falar-lhe, junto com o Pataca.

— Ah! fez Jerônimo. Já sei o que é. Até logo, Nhá Rita. Obrigado. Quando quiser qualquer coisa de nós, lá estamos.

Ao sair no pátio, aqueles dois vieram ao seu encontro. O cavouqueiro levou-os para casa, onde a mulher havia posto já a mesa do almoço, e com um sinal preveniu-os de que não falassem por enquanto sobre o assunto que os trouxera ali. Jerônimo comeu às pressas e convidou as visitas a darem um giro lá fora.

Na rua, perguntou-lhes em tom misterioso:

— Onde poderemos falar à vontade?

O Pataca lembrou a venda do Manuel Pepé, defronte do cemitério. — Bem achado! confirmou Zé Carlos. Há lá bons fundos para se conversar.

E os três puseram-se a caminho, sem trocar mais palavras até à esquina.

— Então está de pé o que dissemos?... indagou afinal aquele último. — De pedra e cal! respondeu o cavouqueiro.

— E o que é que se faz?

— Ainda não sei... Preciso antes de tudo saber onde o cabra é encontrado à noite.

— No Garnisé, afirmou o Pataca.

— Garnisé?

— Aquele botequim ali ao entrar da Rua da Passagem, onde está um galo à tabuleta.