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mama, e galinhas, patos, perus, marrecos e pavões pequenos mariscavam à sombra dos cajueiros, das mangueiras, e dos abieiros que cercavam a casa e desciam pelo terreiro abaixo até à beira da água, onde um arrozal, levantando as cristas das plantas, parecia ali posto para dar uma nota risonha à paisagem sombria das grandes árvores escuras.

Fora ali, contemplando aquele delicioso sítio, que, logo à chegada padre Antônio de Morais vira a Clarinha, a neta de João Pimenta, de pé sobre o tronco de palmeira que servia de ponte ao bem tratado porto. Era uma mameluca, de quinze a dezesseis anos de idade, uma fisionomia petulante e decididamente desagradável, tão desagradável que padre Antônio sentiu uma necessidade imperiosa de não se demorar nesta recordação, desejando já terminar com o passado e chegar ao presente, naquele quarto, naquela cama, para indagar de si, da sua situação e do seu futuro. Chegara doente e bem doente, disso se recordava e fora recolhido àquele quarto, o quarto do