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Levantou-se de mau humor, e no copiar, encontrando o Felisberto, deu-lhe uma descompostura.

Fizera-a boa, o Felisberto, não havia dúvida! Agora ele, padre Antônio de Morais, estava com a sua carreira cortada! Havia de passar toda a vida no sertão do Guaranatuba a beber vinho de cacau, a chupar laranjas, a dormir com a sirigaita da Clarinha, e a aturar as maçadas do idiota do Felisberto, em vez de continuar a sua carreira honrosa, podendo vir a ser cônego e talvez que bispo um dia! Estava enganado o pateta se pensara que ele voltaria para Silves, depois que ali se soubera que não fora a porto dos Mundurucus, e ficara de namoro com a Clarinha no furo da Sapucaia. Nada. Ou seria vigário com a força moral que soubera adquirir ou não seria mais nada neste mundo! E que diria o Chico Fidêncio? Que escreveria aquele patife para o Democrata? Vamos! Dissesse o Felisberto o que escreveria o Chico Fidêncio! Bandalheiras, mentiras, mentiras,