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que iniciara sob os auspícios do defunto padre santo. Ia agora talvez conseguir a honra de acolitar o novo padre santo, com o tal Macário ou sem ele, não na indiana Maués, mas num povoado muito mais importante, na civilizada Silves, cuja população branca ele cuidava deslumbrar com as mesuras e salamaleques que aprendera no ofício com o latinório de contrabando que padre Antônio escutara maravilhado nos sertões de Guaranatuba.

Maior fora ainda o seu prazer quando, risonha e feliz, a mana Clarinha o certificou de que o senhor padre a queria levar consigo para lhe lavar a roupa e tomar conta da casa, porque S. Rev.ma, coitado! não tinha jeito nenhum para o governo da casa, que o Macário deixava andar à matroca, e a respeito de lavagem de roupa era uma ladroeira monstruosa em Silves, além de uma pouca-vergonha na demora e porcaria do serviço. A princípio a Clarinha ficaria num sítio do rio Ramos, no Tucunduva, enquanto o senhor padre arranjasse casa e dispusesse