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Página:Phalenas.pdf/22

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Tu que fazes pulsar o seio ás virgens;
          Tu que ás mãis carinhosas
Enches o brando, tepido regaço
          Com delicadas rosas;

Casta filha do céo, virgem formosa
          Do eterno devaneio,
Sê minha amante, os beijos meus recebe,
          Acolhe-me em teu seio!

Já cansada de encher languidas flôres
          Com as lagrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
          Dourando as serranias.

Azas batendo á luz que as trevas rompe,
          Pião nocturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
          Os seus silencios graves.

Dentro de mim, a noite escura e fria
          Melancolica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povôão;
          Musa, sê tu a aurora!