Abrir menu principal

Rompeu-se o denso véu do atroz marasmo

Rompeu-se o denso véu do atroz marasmo
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em O Livro DerradeiroOutros Sonetos


Por ocasião da comemoração do sexagésimo primeiro aniversario natalício do ilustre pregador catarinense Joaquim Comes d'Oliveira Paiva.


Rompeu-se o denso véu do atroz marasmo
E como por fatal, negro hebetismo
De antro sepulcral, de fundo abismo
O povo ressurgiu com entusiasmo!

O Zoilo mazorral se queda pasmo
Supõe quimera ser, ser cataclismo
Roga, já por dobrez, por ceticismo
De néscio, vil truão solta o sarcasmo.

Perdão, Filho da Luz, minh'alma exora,
Porém, a pátria diz, somente agora
Os grilhões biparti de atroz moleza!

E ele, o nosso herói já redivivo
De pé, sem se curvar, sereno, altivo
Co'as raias do porvir mede a grandeza!