ESPUMAS FLUCTUANTES
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I

L

É preciso partir! Já na calçada
Retinem as esporas do arrieiro;
Da mula a ferradura taxeada
Impaciente chama o cavalleiro;
A espaços ensaiando uma toada
Sincha as bestas o lépido tropeiro../
Sôa a celeuma alegre da partida,
O pagem firma olóro e empunha a brida.

Já do largo deserto o sopro quente
Mergulha perfumado em meus cabellos.
Ouço das selvas a canção cadente
Segredando-me incógnitos anhelos.
A voz dos servos pittoresca, ardente
Falia de amores fervidos, singelos...