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ESPUMAS FLUCTUANTES


— Ainda viajar! — diz o velho em assombro...

— Quem és? — Eu sou teu guia... encosta-te a

meu hombro.

— Então levas-me longe? — Eu levo-te ao porvir.

No Fórum colossal da sempiterna Roma

De Cicero afigura apaixonada assoma,

E de novo retumba o verbo atroador...

Tem hoje por tribuna immensa — a Eternidade,

Por Fórum — o Universo! É plebe — a Humanidade!

A seus pés — as nações! os séculos ~ em redor.

Quando a Bastilha vil tremia desraigada,
E da mole ao sopé soava a martelada,
A catapulta humana, a voz de Mirabeau...
Quando aquelle ideal! — Quasímodo do abysmo,
Se agitava a ulular dos reis no cataclysmo,
Sineiro que o rebate aos séculos tocou!... —

Eriçado, feroz, suado, monstruoso.

Magnifico de horror, divino, procelloso...

A deusa se atirou nos braços do titão!

Mas sentindo que o deus inteiriçado tomba...

Dos thronos cÓa madeira— arvora-lhe ahecatomba,

CÓas purpuras dos reis — accende-lhe um clarão!

Seguiu do Child errante o yacht aventureiro...
Beijou-lhe a pallidez ao lord forasteiro

SLPP. 13