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ESPUMAS FLUCTUANTES
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Ní\o deixemos, hebreus, que a dextra dos tyrannos
Manche a Arca ideal das nossas illusres.
A herança de um suor vertido em dous mil annos,
lia de intacta chegar ás novas gerações!

Nós ([ue somos a raça eleita do futuro,
O filho que o Senhor amou, (jual Benjamim,
Que faremos de nós... se é tudo falso, impuro,
Se é mentira o progresso! e o erro não tem íim!

Não! clamemos bem alto á Europa, ao globo inteiro!
Gritemos — liberdade — em face da oppressão!
Ao tyranno dizei — tu és uni carniceiro!
És o crime de bronze — escreva-se ao canhão!

l-allemos de justiça — em frente á mortandade!
l′allemos de direito — ao gladio que reluzi
Se elles dizem — rancor — dizei — fraternidade!
Se erguem a meia-lua, ergamos nós a cruz.

Digamos á criança — o Mestre ama esta idade! —
Digamos á velhice — honra ás sagradas cans! —
Diiramos á miséria, á fome e á orphandade:
— É vosso o nosso lar... vós sois nossas irmãs.

Digamos a Strasburg — mereces do universo...
Digamos... Não! silencio! em frente de Pariz...
O Amazonas que leve o nosso pranto immerso
Á gloria das vestaes! á herdeira das Judiths.