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celebrava-se um casamento de gente rica.

Mas para o Macário, havia alguma coisa mais, que o trazia alvoroçado e ansioso, havia um segredo, que ele gozava desde a véspera, e que o impedira de dormir a sono solto, conforme era de tradicional costume... Em toda Silves, só ele, Macário de Miranda Vale, sabia o que se ia passar por ocasião do casamento do Cazuza Bernardino com a sobrinha do Neves Barriga, presidente da Câmara Municipal. S. Rev.ma confiara-lhe o segredo, pela muita confiança que nele depositava.

Por isso, desde muito cedo, Macário auxiliado sofrivelmente pelo José do Lago, asseara a igreja, preparara tudo para a missa e para a cerimônia nupcial. A igreja fora bem varrida, haviam-se queimado muitos ninhos de cabas e espanado os altares, as grades, o púlpito e os bancos. Renovaram-se o vinho e a água das galhetas - um vinhito branco e cheiroso que o Filipe do Ver-o-peso mandava do Pará, por obséquio, e que desaparecia