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Página:Parnaso Sergipano (Volume 1).pdf/66

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SYLVIO ROMERO




Oh pallida sombra de virgem perdida !
Procura na vida
Um astro uma luz !

E olhou-me calada chorando,
E convulsa sorriu soluçando,
Que o sangue gelar-se no peito senti !
Ideia de mortos a mente me assalta,
Eis cresce e se axalta…
Até que por teria tremendo cahi !…

Que sina !—dormia
Em noite tão fria
Correndo a sonhar !
Estrella nas trevas tremendo, luzindo,
A pobre sorrindo
Fugiu-me a voar…

VII


O canto da serrana


Pomba do valle, que azinha
Vais tão distante á voar !
Si lá n’outras terras
Vagando por serras,
Tu vires o esposo,
Saudoso
A chorar…

Oh ! dize, avezinha,
Que triste e mesquinha
Falleço de dor !
Que n’este retiro
Saudosa deliro
De amor !