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         Cheia de sangue as longas azas tinha;
              Pousou; quiz descansar.

Era a aguia romana, a aguia de Quirino;
A mesma que, arrancando as chaves ao destino,
As portas do futuro abrio de par em par.
A mesma que, deixando o ninho aspero e rude,
Fez do templo da força o templo da virtude,
E lançou, como emblema, a espada sobre o altar.

Então, como se um deos lhe habitasse as entranhas,
A victoria empolgou, venceu raças estranhas,
Fez de varias nações um só dominio seu.
Era-lhe o grito agudo um tremendo rebate.
Se cahia, perdendo acaso um só combate,
Punha as azas no chão e remontava Anteo.

Vezes tres, respirando a morte, o sangue, o estrago,
Sahio, lutou, cahio, ergueu-se... e jaz Cartago;
É ruina; é memoria; é tumulo. Transpõe,
Impetuosa e audaz, os valles e as montanhas.
Lança a ferrea cadeia ao collo das Hespanhas.
Gallia vence; e o grilhão a toda Italia põe.

Terras d'Asia invadio, aguas bebeu do Euphrates,