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Sem ponto fixo onde aprouvesse ao homem;
Nosso destino em suas mãos estava.

Quadrava-lhe Saint-Cloud. Eia! pois vamos!
É um sitio de luz, de aroma e riso.
Demais, se as nossas almas conversavão,
Onde estivessem era o paraiso.

Fomos descer junto ao portão do parque.
Era deserto e triste e mudo; o vento
Rolava nuvens côr de cinza; estavão
Secco o arbusto, o caminho lamacento.

Rímo-nos tanto, vendo-te, ó formosa,
(E felizmente ninguem mais te via!)
Arregaçar a ponta do vestido
Que o lindo pé e a meia descobria!

Tinhas o gracioso acanhamento
Da fidalga gentil pisando a rua;
Desaffeita ao andar, teu passo incerto
Deixava conhecer a raça tua.

Uma das tuas mãos alevantava
O vestido de seda; as saias finas